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Mandelli Clínica Integrada

Harmonização facial

Flacidez:
até onde vai o não cirúrgico

As tecnologias de firmeza têm efeito real e limite real. Saber onde esse limite fica é o que separa uma indicação honesta de uma sequência de sessões que nunca chega ao resultado prometido.

O que é flacidez

Flacidez é a soma de três coisas que costumam ser tratadas como uma só: pele que perdeu elasticidade, tecido que perdeu volume e sustentação que cedeu. A pele em excesso raramente é o começo do problema — ela sobra porque o que estava embaixo diminuiu.

Essa distinção define a conduta. Perda de volume responde a reposição. Qualidade de pele responde a estímulo de colágeno. Excesso verdadeiro de pele, com reposicionamento necessário, responde a cirurgia. Tecnologia de firmeza atua na primeira e na segunda; na terceira, ela suaviza sem resolver.

Como as tecnologias agem

O princípio das duas mais usadas é o mesmo: entregar energia a uma profundidade controlada, aquecer o tecido acima de determinado limiar e provocar uma resposta de remodelação do colágeno. O que muda é onde a energia é depositada.

  • Ultrassom microfocado. Concentra energia em pontos precisos, em profundidades selecionáveis, atingindo inclusive a camada fibromuscular sob a pele. A resposta é de contração e de neocolagênese, e se desenvolve ao longo de meses.
  • Radiofrequência. Aquece de forma mais difusa a derme e o tecido subcutâneo, com efeito predominante sobre qualidade e firmeza da pele. Costuma exigir mais sessões e é mais confortável.

As duas podem se somar entre si e a injetáveis, e o plano depende da espessura da pele, da quantidade de gordura, da idade e do que se está tratando. Não são intercambiáveis.

O que este site não vai fazer

Não citamos marca de aparelho nem prometemos "efeito lifting sem cirurgia". Equipamento anunciado como atrativo, com alegação de resultado, é exatamente o tipo de publicidade que a régua do CFM restringe — e, na prática, é o que cria a expectativa que a tecnologia não sustenta.

O limite, dito com clareza

Quando há excesso importante de pele, sulco profundo já instalado, banda cervical marcada e perda de definição mandibular acentuada, nenhuma tecnologia de firmeza devolve o contorno. O que ela faz nesses casos é melhorar a textura e adiar um pouco — e apresentar isso como alternativa à cirurgia é vender a expectativa errada.

A conduta honesta, nessa situação, é dizer que a resposta que a pessoa procura é cirúrgica, e encaminhar para avaliação com cirurgião plástico. Isso não é perder a paciente: é a única forma de ela não perder tempo e dinheiro em sessões que não iam chegar lá.

O que esperar

  • O resultado é progressivo. A avaliação séria acontece a partir de dois a três meses, com fotografia comparável.
  • Desconforto durante a aplicação varia com a tecnologia e a profundidade. Costuma haver vermelhidão e, às vezes, edema.
  • A resposta depende de quanto colágeno o tecido ainda consegue produzir. Pele muito fina e muito danificada pelo sol responde menos.
  • Manutenção costuma ser necessária, com intervalo definido caso a caso.

O que muda a resposta

A capacidade de produzir colágeno não é a mesma em todo mundo nem em todo momento da vida. A queda do estrogênio na transição da menopausa reduz colágeno cutâneo de forma acelerada nos primeiros anos; o controle glicêmico mal feito altera as fibras por glicação; o estado nutricional e o tabagismo mudam a microcirculação. Tratar flacidez sem olhar isso é insistir na resposta de um tecido que está sendo puxado na direção contrária.

Ver menopausa e pele.

Autoria e revisão médica

Dra. Gabriella Mandelli · Médica

CRM/SC 15414 · Atuação em harmonização facial e tricologia

Publicado em · Revisado em

Conteúdo informativo, sem finalidade promocional. Não substitui a consulta médica, não estabelece relação médico-paciente e nenhum resultado é garantido: indicação, técnica e resposta variam caso a caso. Harmonização facial e tricologia não constituem especialidade médica com registro de qualificação no CFM; Dra. Gabriella Mandelli é médica inscrita sob o CRM/SC 15414.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Ultrassom microfocado substitui a cirurgia?

Não. Ele melhora firmeza e qualidade do tecido, com resultado progressivo. Quando há excesso importante de pele e perda acentuada de contorno, a resposta que a pessoa procura é cirúrgica — e dizer isso é parte da avaliação.

Quantas sessões são necessárias?

Varia com a tecnologia, a área e a resposta individual. A avaliação séria acontece a partir de dois a três meses, com fotografia comparável, porque o efeito depende de colágeno novo.

Dói?

Há desconforto, variável conforme a tecnologia e a profundidade tratada. Vermelhidão e, às vezes, edema são esperados nas horas seguintes.

A avaliação vem antes
da indicação

Nenhum procedimento é decidido por telefone. A primeira consulta é para entender o que está acontecendo, o que tem indicação e o que não tem.